Problema é o Técnico? Aonde Estão os 13 Técnicos do Santos Após Cuca
22 de Março de 2026
Redação Eu Sou Santos
Análise
Quando o time vai mal no Brasil, a primeira solução costuma ser a demissão do treinador. Afinal, é o técnico quem treina, escala e altera o time — às vezes com sucesso, outras nem tanto. Desde a saída de Cuca em 2020, o Santos já trocou de comando 13 vezes. Mas será que o problema era a falta de qualidade dos profissionais?
Listamos abaixo onde estão os técnicos que passaram pela Vila Belmiro nos últimos anos — e suas trajetórias descrevem uma história bem diferente.
📋 Os 13 Técnicos Após Cuca
Ariel Holan
2021
Sem clube desde dezembro de 2025. Após o Peixe, passou por León (México), Universidad Católica (Chile), Barcelona (Equador) e Rosario Central (Argentina). Curiosamente, sua pior média de pontos foi no Santos (1,25), enquanto a melhor foi no Rosario (1,88).
Sem Clube
Fernando Diniz
2021
Viveu uma verdadeira montanha-russa. Foi campeão da Libertadores e do Carioca pelo Fluminense e chegou a treinar a Seleção Brasileira. Recentemente, levou o Vasco à final da Copa do Brasil de 2025, mas está sem clube desde fevereiro de 2026.
Sem Clube
Fábio Carille
2021-2022, 2024
Atualmente no Damas FC (Arábia Saudita). No Santos, evitou um rebaixamento na primeira passagem e foi campeão da Série B na segunda. Apesar dos resultados, a relação com a torcida foi desgastada por passagens anteriores em rivais, culminando em sua saída em 2024.
Empregado
Fabián Bustos
2022
Hoje no Millonarios (Colômbia). Teve passagens curtas por América-MG (onde teve média baixa de 0,77 pontos), Barcelona de Guayaquil, Universitario (Peru) e Olimpia (Paraguai). Seu trabalho no Santos também deixou pouca marca.
Empregado
Lisca
2022
Comanda o Botafogo-PB. Após o Santos, passou por Avaí, Vila Nova e América-MG, mas sem o mesmo destaque nacional de outros tempos. Sua passagem pelo Peixe foi particularmente breve e pouco impactante.
Empregado
Odair Hellmann
2023
Após passagens pelo mundo árabe (Al-Riyadh e Al-Raed), Odair encontrou estabilidade no Athletico-PR. Subiu com o "Furacão" em uma Série B difícil e hoje faz uma campanha sólida na elite — resultado que não conseguiu no Santos.
Empregado
Paulo Turra
2023
Sem clube desde setembro de 2025. Passou por Vitória de Guimarães (Portugal) e Vila Nova, mantendo médias baixas de pontos, similares aos 0,86 que obteve no Santos — a segunda pior marca entre os técnicos listados.
Sem Clube
Diego Aguirre
2023
O oposto do que foi no Santos. Se no Peixe teve apenas 0,60 pontos de média (a pior de todos), no Peñarol alcançou a semifinal da Libertadores e mantém uma média impressionante de 2,12 pontos por jogo. Um dos casos mais intrigantes de mudança de desempenho.
Empregado
Marcelo Fernandes
2023
Sem clube desde fevereiro. Foi o "menos pior" no ano do rebaixamento (média de 1,5). Depois, treinou Guarani e Ponte Preta — onde, apesar de um descenso no Paulista, conquistou o histórico título da Série C pela Macaca.
Sem Clube
Cléber Xavier
2025
Seu único trabalho como técnico principal até o momento foi o Santos. Uma oportunidade que começau bem mas não se consolidou, deixando dúvidas sobre seu potencial em futuros desafios.
Sem Clube
Pedro Caixinha
2024-2025
Assinou com o Juárez (México) em dezembro de 2025 e está em início de trabalho. Sua passagem pelo Santos não deixou marca consistente, com aproveitamento de 1,29 pontos por jogo.
Novo Desafio
Juan Pablo Vojvoda
2025–2026
Recém-demitido do Santos após 33 partidas e um aproveitamento de 1,30 pontos. Seu departamento — sem ainda confirmado onde seguirá sua carreira, deixa o Peixe buscando novamente um novo treinador.
Sem Clube
🔍 O Padrão: Não é Só Técnico
Observando as carreiras desses 13 técnicos, alguns padrões emergem:
- Desempenho Melhor Fora: Vários técnicos (Holan, Diniz, Odair Hellmann) tiveram melhor performance após sair do Santos. Isso sugere que o problema vai além da qualidade do treinador.
- Instabilidade Institucional: 13 técnicos em 5 anos demonstram falta de um projeto claro e continuado. Nenhum deles teve tempo suficiente para consolidar suas ideias.
- Elenco e Recursos: Mesmo técnicos renomados (Fernando Diniz, Cuca-era) não conseguiram resultados consistentes quando o clube enfrentava dificuldades financeiras e de planejamento.
- A Exceção que Confirma a Regra: Fábio Carille na Série B (1,92 pont/jogo) e Fernando Diniz (Fluminense) mostram que, em ambientes com menos pressão ou com projetos bem definidos, esses técnicos prosperam.
💡 Conclusão: Demitir 13 técnicos em 5 anos não resolve o problema se a estrutura do clube está abalada. O Santos pode estar procurando na pessoa errada — não é sempre o treinador que muda o time, é o projeto.
❓ A Pergunta Final
Para você, qual desses técnicos deveria ter tido mais tempo na Vila?
Seria Fernando Diniz, que depois conquistou títulos no Fluminense? Seria Fábio Carille, que provou sua qualidade na Série B? Ou seria Cuca, que não chegou nem a ver o fim de seu projeto?
A resposta pode revelaar mais sobre o futuro do Santos do que qualquer estatística de pontos por jogo.
O futebol é feito de escolhas. A do Santos em trocar de técnico a cada semestre pode ter sido a mais prejudicial de todas.